ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS

EXECUTIVO DA FREGUESIA

Presidente: Miguel Bernardo Belo Maciel
Secretário: Vitor Norberto Garcia Medeiros
Tesoureiro: Francisco Mendonça Freitas

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

Presidente: Mário Norberto Mendonça Freitas
1º Secretário: Lígia Maria Mendonça Inocêncio Teixeira
2º Secretário: José Manuel Botelho de Freitas

PARÓQUIA DE LOMBA

ORAGO: São Caetano

HISTORIAL

A freguesia da Lomba, situada na costa este-sueste da ilha das Flores, confina com as freguesias da Fazenda, a sul, e da Caveira (Santa Cruz das Flores), a norte.
A cerca de cinco quilómetros da sua sede concelhia, Lomba, revela-se de elevada importância, visto que demarca, nos limites da Ribeira da Silva, a jurisdição administrativa da Vila das Lajes da Vila de Santa Cruz.
O Padre António Cordeiro, apesar de parco nas palavras, refere-se a Lomba nos seguintes moldes: “E ainda defta Villa para o Norte huma legoa, eftá o lugar chamado da Lomba, que confta de quafi cincoenta fogos, termo da jurisdição da Villa das Lagens”. (In História Insulana)
O Padre José António Camões, mais emotivo nas suas descrições, dirige-se à Freguesia assim: “Passada a ponta do ilheo Furado segue-se ao pé de uma rocha chamada a rocha do ilheo furado um porto muito rediculo chamado o Coutinho, onde varam os barcos da freguesia da Lomba, tem capacidade ao menos para 4 ou 5 barcos pequenos, mas não tem refugio senão para dois, quando muito correndo para sueste cahe uma ribeira chamada a ribeira do Gil, sobre a rocha da parte d’além está um forte com uma casa boa, e tem três peças”. (In Roteiro Exacto da Costa da Ilha) O historiador acrescenta ainda que o forte fora construído em 1820 “de faxina, e por isso se acha já derrotado em parte”.
Mais adiante, o mesmo autor relata-nos ainda o seguinte: “passada a ribeira do fundão, e correndo para Sueste, segue-se em distancia, talvez de 3 leguas, sobre uma eminencia, a freguesia da Lomba – Orago de São Caetano. Tem reitor paracho com ordenado de 5 moios, 3 alqueires, ¼ 8 de trigo, 8$ reis em dinheiro; e thesoureiro com um moio de trigo, e 6$000 em dinheiro e dá elrei par fabrica 2$000”.
Nessa época, a Freguesia apresentava juiz vintenário, escrivão, porteiro, rendeiro do verde e jurado sujeito à jurisdição das Lajes.
Em termos eclesiásticos, a Lomba foi a sexta paróquia a ser criada na Ilha, por volta de 1698. Apesar desta tardia instituição, alguns factos históricos sugerem que o povoamento desta região tenha ocorrido nos inícios do século XVI. A Fajã de Pedro Vieira, a norte do porto desta Freguesia, adquiriu curiosamente o nome de um dos primeiros povoadores da Insula, um madeirense companheiro de Gomes Dias Rodovalho, líder de um conjunto de colonos que aqui aportaram cerca do ano de 1510. Deste grupo inicial, fazia também parte Gonçalo Anes Malho que, segundo Frei Diogo Chagas, era “casado com sua molher Genebra Gonsaluez” e que “uierão de lugar de Ourem donde erão naturais (...) e tiuerão sua datada banda das Lages aonde se diz a Lomba da boa Vista” (In Espelho Cristalino)
Frei Diogo das Chagas, em obra supracitada, levanta ainda uma importantíssima questão relacionada com a primeira ermida a ser erigida nas Flores. “Como também dizerem que a primeira Igreja fui hua hermida de Santa Barbora que se fez da banda ao Sul, aonde se diz a Lomba, e que pollo tempo se ueio a destruir esta hermida, da qual, e de sua destruição eu ouui fallar senão agora, e assim que tudo isto tenho por ridículo”. Ridículo ou não, certo é que a ser verdade, significa que o povoamento começou pelo sul das Flores, facto que atribui à Lomba uma importância acrescida.
Convém ainda lembrar que, na Matriz das Lajes, onde a povoação da Lomba se manteve até à sua erecção como paróquia, havia uma Confraria de Santa Bárbara, ainda existente em 1761.
Desanexada da Matriz e vila das Lajes, que então se estendia da Ribeira Simão Dias até à Ribeira da Silva, a paróquia da Lomba chegou a ter jurisdição sobre o lugar da Caveira, até Dezembro de 1823, data em que também foi elevado à categoria de Paróquia. A integração de Caveira na paróquia da Lomba, por desanexação da Matriz de Santa Cruz data de 1757 e foi determinada por alvará de 7 de Julho, do Bispo de Angra do Heroísmo, D. Frei Valério do Sacramento. O pedido foi feito pelo próprio vigário de Santa Cruz, padre Agostinho Pereira de Laçerda, era então reitor da Lomba, o padre António Rodrigues Serpa.

Actualmente, por força de determinação da sua população e do trabalho de uma administração local empenhada, Lomba apresenta-se como um dos locais mais aprazíveis de todo o concelho das Lajes, em particular, e da ilha das Flores, em geral.

  Produção - Câmara Municipal das Lajes das Flores