| POPULAÇÃO
Divisão
Etária:
Criança
e Adolescentes: 23.02%
Adultos e Idosos: 76.98%
Número
de Residentes: Cerca de 278 habitantes.
Número de Eleitores Recenseados: Cerca de
235 eleitores.
Em
busca de melhores condições de vida, parte da população
activa emigrou para diferentes países europeus e americanos.
Porém, como não esquecem a sua terra natal, visitam-na
todos os anos e, quando regressam definitivamente, investem em diversificadas
áreas da Freguesia.
DESENVOLVIMENTO
E TURISMO
Sectores
Económicos: Uma vez que, desde a sua génese,
Fazenda foi caracterizada pela excelência das suas terras,
não admira que parte considerável da sua população
se ocupe ainda em actividades do sector primário, como a
agricultura e a pecuária. Contudo, perante os novos desafios
que a sociedade actual nos apresenta, actividades dos sectores secundário
e terciário complementam, hoje, a economia desta Freguesia
açoriana.
Em
termos de estruturas económicas, não se pode deixar
de salientar o trabalho desempenhado pela União de
Cooperativas das Flores que, criada nas últimas
décadas do século XX, nasceu de necessidade de garantir
a qualidade da produção de lacticínios da ilha
das Flores.
A Fazenda, uma das melhores produtores de leite, iniciou o seu cooperativismo,
em 4 de Abril de 1919, com a lavra da escritura de constituiu da
“Fructuária de Produção de Lacticínios
da Freguesia do Senhor Santo Cristo dos Milagres da Fazenda”,
mais tarde, “Cooperativa Agrícola Fructuária
de Produção de Lacticínios Senhor Santo Cristo”
na presença do criador deste movimento na Ilha, o ilustre
florentino Padre José Furtado Mota.
Em 1950, por escritura de 29 de Novembro, foram elaborados novos
estatutos, e a cooperativa passou a designar-se por “Cooperativa
Agrícola de Lacticínios do Senhor Santo Cristo, SCARL”,
cuja direcção era constituída por Fernando
Pereira Gomes, Francisco de Freitas Silva e Fernando Gomes Trigueiro
.
Mais tarde, em 1968, a cooperativa adaptou o seu equipamento e empregou
a maior parte do seu leite no fabrico de queijo tipo “São
Jorge”, reduzindo aos mínimos a produção
de manteiga (conhecida como milagrosa por ser de “natas
iguais”, isto é, produzida num único posto
de desnatação, no sítio da Ribeirinha). Foi
uma mudança de produção pioneira, visto que
as restantes cooperativas só o passariam a produzir alguns
anos depois. Contudo, como os progressos nos equipamentos para o
fabrico de lacticínios se apresentam contínuos e o
mercado, por conseguinte, se encontra em constante transformação,
só uma acentuada concentração industrial consegue
acompanhar a evolução e realizar os investimentos
necessários, para fabricar o queijo com os novos padrões
de qualidade. Assim, para assegurar a crescente produção
de lacticínios das Flores, a pequena cooperativa agrícola
da Fazenda, juntamente com as suas irmãs de outras freguesias
florentinas, fundaram a União de Cooperativas da Ilha das
Flores.
Na década de 40 do século passado, também funcionou,
nesta Freguesia, uma empresa baleeira pertencente a Francisco Nunes
Azevedo.
Meios
de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos
turistas, esta Freguesia dispõe de dois restaurantes, quatro
bares e uma pensão familiar.
Desporto,
Cultura e Lazer: Dado que é o associativismo que
mais contribui para o desenvolvimento da Freguesia desigualmente
através da dinamização de área como
o desporto e a cultura, Fazenda conta com o apoio e o trabalho de
algumas colectividades, entre as quais se destacam:
- o Grupo Desportivo Fazendense que, tendo surgido
na década de 50, por altura da inauguração
do seu campo de futebol, trajava um equipamento composto por camisa
com riscas transversais em azul claro e calção azul
escuro. O emblema tinha desenhada uma bola e as iniciais G. D. F.
– Grupo Desportivo Fazendense.
Desde cedo, o desporto rei começou a ser praticado na ilha
das Flores, no campo das Lajes, freguesia próxima da Fazenda.
No entanto, a partir do momento que esse campo foi adquirido pelo
Estado para aí se instalar a Rádio Naval, Fazenda
tratou logo de arranjar uma estrutura própria para assim
prosseguir com as suas ambições desportivas. O campo
da Fazenda veio a ser inaugurado em Agosto de 1950, com um jogo
entre o Grupo Desportivo Fazendense e o Sporting de Santa Cruz das
Flores e, desde então, todas as partidas de futebol da Ilha
passaram a ter o seu palco nesta Freguesia.
Na sequência da inauguração da Rádio
Naval das Flores, na Vila das Lajes, e da organização
de uma equipa de futebol composta por marinheiros que aqui se encontravam
instalados, entre 1953 e 1954, a equipa Fazendense foi reorganizada.
A equipa passou a utilizar o equipamento preto da Académica
de Coimbra e a designação de “Futebol Clube
Fazendense”.
A pesar de alguns períodos de suspensão, a equipa
manteve-se sempre em actividade, embora não contasse com
nenhuma organização distrital da FNAT e, posteriormente,
entrou para o futebol federado, contando sempre com boas exibições
desportivas e com muitos trofeus, para gáudio da sua massa
associativa.
- a Sociedade Filarmónica União Portuguesa
da Califórnia nasceu na década de 30, com
o nome de “Colónia Portuguesa da Califórnia”.
A criação desta Banda surgiu na sequência da
aquisição de instrumentos para a orquestra do grupo
coral masculino da igreja da Fazenda das Lajes, cujos custos foram
totalmente suportados por uma benemérita fazendense emigrada
em Santa Maria da Califórnia, Maria Alves Estácio.
Com a intenção de se fundar uma Banda Filarmónica
na Freguesia, surgiu então uma comissão de angariação
de fundos, constituída, na época, por Francisco de
Freitas Silva, José Gomes Trigueiro (que se tornou regente
da nova Filarmónica) e Francisco Coelho Gomes. Para isso,
foi aberta uma subscrição de donativos no jornal “União
Portuguesa” que se publicava na Califórnia, de
que era proprietário e director o fazendense Manuel de Freitas
Martins Trigueiro; e uma conta credora de um dia de leite como donativo
para aquela Filarmónica, na Cooperativa de Lacticínios
da Fazenda.
Deste modo, com o esforço de emigrantes e agricultores, tornou-se
possível a criação de uma escola de música
para jovens e da tão querida e esperada Filarmónica
que se estreou no dia 9 de Abril de 1939, quando da tradicional
e solene procissão do Senhor dos Enfermos. A sua primeira
deslocação foi feita à freguesia da Fajã
Grande, em 7 e 8 de Setembro desse mesmo ano, onde, além
de abrilhantarem a festa de Nossa Senhora da Saúde, estiveram
também presentes na inauguração do campo de
futebol do Fajã Grande Sport Club.
O actual nome desta Banda deve ter surgido durante a década
de 60, quando a Filarmónica se inscreveu na Junta Geral do
Distrito da Horta, passando a receber um subsídio para a
sua escola de música. Esse nome viria a ser legalmente assumido
alguns anos depois, através da escrita lavrada no Cartório
Notarial de Lajes das Flores, em 9 de Junho de 1971. Esta foi, a
partir de então, a primeira Filarmónica florentina
a possuir estatutos devidamente legalizados.
Com o passar dos anos, face à necessidade de uma melhor apresentação
em termos de indumentária, esta Filarmónica adquiriu
o seu fardamento, constituído por fato e boné azul
escuro e camisa em azul claro.
Tal como sucedeu com todas as colectividades, a Sociedade Filarmónica
União Portuguesa da Califórnia passou por algumas
vicissitudes, como a redução do número de elementos,
provocada pela emigração, chegando mesmo a suspender
a sua actividade nos primeiros anos da década de 90.
Acção
Social: Não descurando esta importante área
de acção, esta Freguesia tem, ao dispor dos seus habitantes,
serviço de enfermagem, a funcionar uma vez por semana.
Ensino:
No âmbito da Educação, esta Freguesia mune-se
de algumas infraestruturas, como Escola Básica Integrada/Jardim
de Infância, com Ludoteca.
Guia
Turístico: É indiscutível que os Açores
possuem algumas das paisagens naturais mais belas de toda a Europa.
Fazenda, neste campo específico, não constitui excepção,
orgulhando-se, por exemplo, da moldura verdejante que enquadra o
Miradouro da Caldeira (de onde se a vista o porto
das Lajes) e os Percursos Pedestres.
Do
seu património edificado, por outro lado, não se pode
deixar de referir:
-
a Igreja Paroquial que, dedicada ao Senhor Santo
Cristo dos Milagres, é um dos mais belos templos das Flores.
Amplo, embora de um só corpo, tem altar-mor de rara graciosidade,
com talha, quer dourada, quer imitando mármore.
Datada de 1 de Agosto de 1896, a bênção da primeira
pedra da Igreja, a cuja Cerimónia presidiu o Bispo de Angra,
D. Francisco Brito, que se encontrava em visita pastoral à
ilha das Flores.
O empreendimento foi construído em terrenos comprados a Maria
do Rosário Vieira. O corpo da Igreja começou a ser
construído em 1897 e ficou concluído em 1901, enquanto
que a capela-mor, apenas foi dada por terminada três anos
depois. Foi mestre desta obra, João Jacinto Teixeira, sob
a orientação do vigário da Matriz de Santa
Cruz, Monsenhor Henrique Augusto Ribeiro, um dos grandes apoiantes
da edificação desta Igreja, tal como sucedeu com as
que foram levantadas, por essa altura, nos lugares da Ponta e da
Fazenda de Santa Cruz.
O auto da visita e benção do novo templo, que os fazendenses
haviam edificado com “o suor do rosto e donativos desta
ilha e dos Estados Unidos da América”, realizou-se
a 25 de Março de 1906, pelo ouvidor da vila de Lajes, o Padre
Filipe José Madruga.
À benção da Igreja, seguiu-se, depois, a celebração
da primeira missa, pelo padre Francisco Cristiano Korth. Os retábulos
da Igreja datam desse ano e devem-se ao artista faialense Manuel
Augusto Ferreira da Silva.
A construção da sacristia norte datada de 1967 e,
nos anos de 1972 e 1973, sofreu várias obras de restauro
e de beneficiação.
Da sua imaginária, destaca-se a estátua do Bom Pastor,
adquirida em 1912.
- a Casa do Divino Espirito Santo que foi construída
em 1868, sofreu obras de ampliação em 1991.
Em termos históricos, é quase certo que as primeiras
Casas do Espírito Santo, nas ilhas das Flores e do Corvo,
tenham sido erguidas no século XVI. Seriam, então,
pequenas construções cobertas de colmo, sem reboco
exterior, de pavimento térreo e atapetado de juncos, como
se usava fazer também nas igrejas, e que, com o decorrer
dos tempos, foram sendo beneficiadas e reconstruídas.
-
o Monumento de Homenagem ao Dr. Freitas Pimentel,
que foi inaugurado em 1963, no jardim fronteiriço à
Igreja do Senhor Santo Cristo dos Milagres, também dedicado
a esta personalidade. Natural desta Freguesia, o Dr. Freitas Pimentel
ocupou, durante vários anos, o cargo de governador do Distrito
da Horta.
-
os Fontanários da Barreira,
do Tabuleiro, da Fonte Chamorra,
das Eiras, do Caminho de Baixo,
da Eirinha Velha, da Ribeirinha
e do Pico.
- os Moinhos de Água.
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