| POPULAÇÃO
Divisão
Etária:
Crianças:
7.6%
Adolescentes: 2.8%
Adultos: 67.8%
Idosos: 21.8%
Número
de Residentes: Cerca de 95 habitantes
Número de Eleitores Recenseados: Cerca de
82 eleitores
Em
busca de melhores condições de vida, parte da população
activa emigrou para diferentes países europeus e americanos.
Porém, como não esquecem a sua terra natal, visitam-na
todos os anos e, quando regressam definitivamente, investem em diversificadas
áreas da Freguesia.
DESENVOLVIMENTO
E TURISMO
Sectores
Económicos: Uma vez que, desde a sua génese,
Fajãzinha foi caracterizada pela excelência das suas
terras, não admira que parte considerável da sua população
se ocupe ainda em actividades do sector primário, como a
agricultura e a pecuária. Contudo, perante os novos desafios
que a sociedade actual nos apresenta, actividades dos sectores secundário
e terciário complementam, hoje, a economia desta Freguesia
florentina.
Desporto,
Cultura e Lazer: Dado que é o associativismo que
mais contribui para o desenvolvimento da Freguesia, designadamente
através da dinamização de áreas como
o desporto e a cultura, Fajãzinha conta com o apoio e trabalho
de algumas colectividades, entre as quais se destacam:
- o Clube Desportivo;
- a União Operária Nossa Senhora dos Remédios;
- a Sociedade Filarmónica Nossa Senhora dos Remédios
que foi fundada em 1951, com o apoio do pároco da Freguesia
de então, o Reverendo Padre António Joaquim de Freitas.
Após alguns anos de interregno, provocados pelo surto migratório
sentido na década de sessenta, esta Filarmónica retomou
os seus trabalhos em 1983. Desde então, tem a funcionar nas
suas instalações uma Escola de Música, com
actividade não apenas em Fajãzinha, mas também
nas vizinhas freguesias de Caveira, Lajedo e Santa Cruz. Composta
por cerca de 40 elementos, provenientes de várias freguesias
da Ilha, esta Filarmónica tem-se empenhado em desenvolver
e difundir a arte musical das Flores.
Por isso, actua regularmente em todas as freguesias da Ilha, tendo
também actuado já nas ilhas do Corvo, da Graciosa
(em 1989, por altura das Festas em honra a Nossa Senhora da Luz)
e da Terceira ( em 1997, quando das Festas da Cidade da Praia da
Vitória). No ano de 1999, iniciou um intercâmbio com
os Estados Unidos da América, com a deslocação
à cidade de Fall River, por altura das Grandes Festas do
Divino Espírito Santo de Nova Inglaterra. Em 2000, recebeu,
na Ilha, a Filarmónica de São Tiago dos Marrazes de
Leiria, e no seguimento desta visita, em 2001, a Sociedade Filarmónica
Nossa Senhora dos Remédios conheceu e actuou no distrito
de Leiria (Marrazes, Pombal, Vermoil e Termas de Monte Real). Nesse
ano, recebeu ainda, nas Flores, a Filarmónica de São
João de Stoughton, terminando assim o intercâmbio com
ao Estados Unidos da América. Para o biénio 2002-2003,
esta Sociedade Filarmónica tem prevista uma permuta com a
Filarmónica de Vermoil, de Leiria.
Guia
Turístico: É
indiscutível que os Açores possuem algumas das paisagens
naturais mais belas de toda a Europa. Fajãzinha, neste campo
específico, não constitui excepção,
orgulhando-se, por exemplo, da moldura verdejante que enquadra as
Cascatas da Ribeira Grande (com
mais de trezentos metros) e do Ferreiro, o Poço
da Cascata do Ferreiro e o Miradouro de Fajãzinha.
Do seu património edificado, por outro lado, destacam-se
como monumentos dignos de uma atenta visita:
-
a Igreja Paroquial que, dedicada a Santo António,
foi edificada em 1778. De relativamente grandes dimensões,
tem três naves, divididas por cinco arcos e uma torre sineira.
João Vieira faz dela a seguinte descrição:
“Uma bela fachada de uma igreja de aldeia sobranceira
ao mar, eternamente admirando o coceano, ora sereno e sonhador nas
noites de luar, ora tempestuoso nas fúrias dos temporais.
Santo António, patrono das causas difíceis e perdidas,
é aqui venerado, e a sua protecção era evocada
pelos mareantes”.
- o Império do Divino Espírito Santo do Rossio,
que foi inaugurado em 1864, mereceu, daquele esforçado autor,
o seguinte comentário: “A coroa do Espírito
Santo, a grande devoção das gentes açoreanas,
ladeada por dois ceptros do Império e pela pomba esvoaçante,
que é também elemento das armas da região.
As estrelas circundantes simbolizam os dons e as graças do
Divino”.
- o Moinho de Água que, situado na ribeira
da Alagoa, junto à estrada, é um dos únicos
da Ilha que ainda se encontra em laboração, foi assim
descrito em “Viagens na Nossa Terra”: “Moinho
de água que há mais de um século mói
o grão que o homem regou com o suor do rosto. É o
único sobrevivente do ciclo dos cereais nesta freguesia,
moendo também para outras localidades da ilha”.
- a Garagem dos Terreiros merece também
ser referida pois, há alguns anos, constituía ainda
o ponto de partida e de chegada obrigatório para quem se
deslocava a esta pitoresca Freguesia. Recebeu o primeiro autocarro
das Flores e o segundo veículo de quatro rodas de toda a
Ilha. Em frente da garagem, inicia-se também o caminho que
conduz à Rocha da Figueira. Muito íngreme,
em certos troços, este percurso assemelha-se a uma autêntica
escada de pedra. Quase no final da descida, atinge-se a Lagoinha,
um sugestivo paul repleto de ervas, resíduos de inhames e
com margens alagadiças e pantanosas, a merecida recompensa
para tanto esforço.
|