| POPULAÇÃO
Divisão
Etária:
Crianças: 11.88 %
Adolescentes: 8.92 %
Adultos: 59.40 %
Idosos: 19.80 %
Número
de Residentes: Cerca de 225 habitantes
Número de Eleitores Recenseados: Cerca de
377 eleitores
Em
busca de melhores condições de vida, cerca de 60%
da população activa emigrou para os Estados Unidos
da América e Canadá. Porém, como não
esquecem a sua terra natal, visitam-na todos os anos e, quando regressam
definitivamente (cerca de 40%), investem em diversificadas áreas
da Freguesia.
DESENVOLVIMENTO
E TURISMO
Sectores
Económicos:
Primário: 50%
Secundário: 40%
Terciário: 10%
Uma
vez que, desde a sua génese, Fajã Grande foi caracterizada
pela excelência das suas terras e pelo seu contacto com o
mar, não admira que parte considerável da sua população
se ocupe ainda em actividades do sector primário, como a
agricultura, a pecuária e a pesca. Contudo, perante os novos
desafios que a sociedade actual nos apresenta, actividades dos sectores
secundários (construção civil e indústria
hoteleira) e terciário (comércio e serviços)
complementam, hoje, a economia desta Freguesia açoriana.
Meios
de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos
turistas, esta Freguesia, para além da praia e de parques
de diversão, dispõe de alguns estabelecimentos de
alojamento e de lazer, a saber:
Alojamento:
-
Pensão Argonauta (tel.: 292 552 219)
- Pousadas ou Estalagens DENESE (tel.: 292 552 261)
- Aldeamento da Cuada – Turismo Rural e de Habitação
(tel.: 292 590 040)
Diversão
Nocturna:
-
Nightstar Café (tel.: 292 552 177)
- Balneários (tel.: 292 552 170)
- DENESE (tel.: 292 552 261)
Desporto, Cultura e Lazer: Já que é
o associativismo que mais contribui para o desenvolvimento da Freguesia,
designadamente através da dinamização de áreas
como o desporto e a cultura, Fajã Grande conta com o apoio
e o trabalho de várias colectividades, entre as quais se
destacam:
-
a Tuna Sol Mar da Fajã Grande (tel.: 292
552 186) que, criada em 1993, possui sede na Freguesia. Composta
por amantes da arte musical, toca e canta as modas regionais e tradicionais
da ilha das Flores.
- a Filarmónica União Musical Nossa Senhora
da Saúde que, instituída em 1950, possui
sede na Rua Padre José Luís de Fraga, em Fajã
Grande das Flores. Actualmente composta por 15 elementos, esta Filarmónica
quinquagenária divulga a arte musical das Flores por toda
a Ilha, actuando em festas locais e regionais.
Acção
Social: Não descurando esta importante área
de acção, esta Freguesia tem, ao dispor dos seus habitantes,
a Casa do Povo de Fajã Grande, onde funciona um gabinete
de Assistência Social, uma vez por semana.
Ensino:
No âmbito da Educação, esta Freguesia mune-se
de algumas infraestruturas, como Escolas Públicas de Ensino
Pré-Escolar e de Ensino Básico do Primeiro Ciclo,
onde estudam cerca de 20 crianças.
Guia
Turístico: É indiscutível que os Açores
possuem algumas das paisagens naturais mais belas de toda a Europa.
Fajã Grande, neste campo específico, não constitui
excepção, orgulhando-se, por exemplo, da moldura verdejante
e marítima que enquadra os seus vários Trilhos
Turísticos:
Vigia
da Baleia (0.750 Km – 15/20 min.)
“Subir a Rua Direita (Rua Senador André de Freitas),
a principal da Fajã Grande, até à última
casa da Freguesia, antes da qual se deve entrar num carreiro à
direita. Na colina, à direita, há um poste de luz:
logo depois de se alinhar com ele, ima canadinha entre paredes,
do mesmo lado, estreita mas muito bem traçada, conduz à
vigia. Quem prosseguisse em frente pelo carreiro iria ter à
Fajãzinha. O primeiro troço da subida à vigia
é uma muito íngreme escada em pedra, mas após
duas ou três voltas já aparece a meta, uma cabina empoleirada
em cima de um rochedo, que se projecta sobre o mar. A segunda parte
da vereda, porém, é muito menos empinada.
Uma vez ao pé da vigia, para gozar o estupendo panorama,
realmente «sem palavras», pode-se subir à placa
do tecto, do lado direito da cabina. O caminho é sempre mondado
e bem transitável, porque a antena, no tecto da vigia, retransmite
o sinal da televisão para a Fajã Grande, e é
preciso ir lá acima com baterias carregadas às costas,
de três em três dias, para fazer funcionar o retransmissor”.
Fajã
Grande / Cuada / Paus Brancos / Escada Mar / Fontinha
(5.500 Km – 100 min.)
“ Com partida da Fajã Grande, sobe-se a estrada
principal até (...) encontrar a Capela de Santo António:
no seu lado direito abre-se a ampla vereda para a Cuada.
Esta mantém-se bem traçada, devido às quintas
e aos pomares ainda cultivados, por serem entre os melhores da ilha,
numa depressão quente, longe da salmoura do mar. Depois das
primeiras casas (...) aparece (...) a Capela do Espírito
Santo, datada de 1841 e teatro da festa homónima
no dia de Pentecostes.
Estamos quase no «centro», reconhecível por duas
fontes de boa água, e ainda se vê a magnífica
configuração da antiga aldeia de tecedeiras.
Efectivamente, seria um lugar excelente para um aldeamento turístico
bem planeado e respeitoso do existente.
(...) A ladeira sobe bastante inclinada, até a estrada de
bagacina, onde se deve virar (...) para remergulhar no «verde»
e retomar o caminho. Após uma breve subida, chega-se enfim
ao cruzamento para a Fajã – à esquerda –
na região dos Paus Brancos (...). Na nossa
frente ergue-se a gigantesca e maciça mole da Rocha das Fajãs,
aliciante trampolim para as ribeiras que nascem no mato.
O caminho, sempre bem evidente, desenrola-se agora suavemente pelos
antigos arredondados declives vulcânicos na base da Rocha,
terras de pasto para o gado fajãgrandense. Mais adiante,
volta-se a cruzar a recém – aberta estrada roxa no
largo da Escada Mar, nome que, na origem, devia
ser Escada do Amaro (...).
Sai-se a pé de um outro bebedouro, junto à última
casa da Fontinha, o «bairro alto» da
Fajã Grande, que oferece deslumbrantes perspectivas sobre
a povoação e o horizonte oceânico.
Depois da aglomeração das primeiras casas, encostados
à estrada do lado direito de quem desce, aparecem dois palheiros:
tratava-se da Fábrica da Manteiga e da oficina
do ferreiro, que foram do mesmo proprietário, o
qual cuidava de bater o ferro sobre a forja, e de bater natas ...
A seguir ... remontando a estrada a partir da última casa
da Fontinha, começa à esquerda na primeira curva o
caminho para subir a Rocha da Fajã. Ao encontrar, depois
de poucos passos, a Ribeira dos Paus Brancos, têm-se
duas opções: os mais destravados podem seguir à
direita, para subir a Rocha, outros poderão seguir para baixo
ao longo, ou aliás, dentro, da ribeira. O curso desta constitui
parte da ligação para a ponte sobre a Ribeira das
Casas, passaporte para o Poço do Bacalhau.
(...) Mais adiante, onde a Ribeira dos Paus Brancos vai desaguar
na Ribeira das Casas, depara-se a cascata desta, com as ruínas
de um Moinho, por baixo.”
Rocha
da Fajã Grande (3.450 Km – 65 min.)
“Quem olha pela primeira vez para a vertical Rocha da Fajã
talvez não possa acreditar que haja um caminho para a subir,
mas este, de facto, existe, e é mais agradável percorrê-lo
de cima para baixo. Após o cruzamento do Jardim,
toma-se a Estrada do Mato para Santa Cruz até à ponte
da Ribeira Grande; em vez de seguir pela curva à direita,
deve-se tomar a estrada de bagacina que vai ter ao Morro
Alto, o pico mais elevado (...) o mais panorâmico
das Flores, com a grande antena de telecomunicações
aí instalada em 1986. (...)
A estrada roxa desenha (...) uma acentuada curva à esquerda,
onde é travessada por uma grota. Mais logo, (...) virando
as costas, admira-se a vista excelente da Lagoa de Água
Branca, que antigamente «os Povos das ditas Fajãs
atravessavam pelo meio, em cima de grandes camadas de lenha, para
encurtarem o caminho». A Lagôa ou Caldeira de Água
Branca, com pouco mais de 2 metros de profundidade, é mais
bonita vista ao longe, porque os terrenos circundantes, de musgos
esponjosos e espinheiros, fazem do acesso empresa desconfortável
(…).
À direita da Lagôa Branca, pode-se adivinhar também
a cratéra da Lagôa Funda, cujas águas se escondem,
contudo, à lente do fotógrafo”.
Poço
do Bacalhau (0.280 Km – 10 minutos)
“«Esta freguesia das Fajãs é abundantíssima
de águas nativas, além de quatro principais ribeiras
que têm pendentes na rocha de que falámos: a da Ponta,
a do Cão, a das Casas e a Grande». (...) O «Auto
de Divisão e Demarcação dos Concelhos»
foi feito a 2 de Outubro de 1770, quando a ilha do Corvo e o lugar
da Ponta (...) ainda pertenciam ao concelho de Santa Cruz. Nos autos,
os peritos declararam que as balizas são duas ribeiras,
chamadas uma da Silva e outra das Casas,
unidas por uma linha recta que passa pela Fonte do Frade, Descançadoiro
do Caminho da Fajã Grande, junto à Caldeira de Água
Branca”.
Do
seu património edificado, por outro lado, são dignos
de uma atenta visita:
- as Casas do Espírito Santo, das quais
se destaca a da Cuada, por ser a mais antiga, construída
em 1841;
- a Igreja Matriz, dedicada a São José.
Edificada em 1868, tem na sua génese uma primitiva capela
com a mesma invocação, erigida em 1755.
Este singelo, mas atractivo templo, possui dois altares no encontro
do arco que separa a restante parte do edifício.
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