O EXTREMO OCIDENTAL DA EUROPA

CHEGAR ÀS LAJES DAS FLORES É EXPERIMENTAR A EMOÇÃO DE SE TER CONFINADO A EUROPA NUM DOS SEUS EXTREMOS, É ESTAR NA FRONTEIRA DA AMÉRICA.

Situado na Ilha das Flores que em conjunto com o Corvo formam o Grupo Ocidental dos Açores, o visitante tem de aterrar no aeroporto que fica situado no concelho vizinho e meia hora depois hei-lo na vila mais antiga da Ilha, depois dum trajecto fascinante, por uma estrada sempre ladeada de flores e de paisagens deslumbrantes que curva a curva se diferencia e depois de Ter passado por pitorescas freguesias: Caveira, Lomba e Fazenda.
Os verdes luxuriantes- obra da fotossíntese, numa vegetação endémica que a natureza se encarregou de multiplicar contratam com as sebes de hortências que aos milhões riscam de azul as beiras dos caminhos e servem de divisórias às pastagens de minifúndio que proliferam pela Ilha.
Outras flores como a "cana índica", o "agapanto", a "roseira selvagem", etc. são típicas da Ilha que por alguma razão foi baptizada de FLORES. Foram no entanto os "cubres", flor amarela em espiga e hoje rara , que a cobria na altura da sua descoberta.
É no concelho de Lajes das Flores que podemos encontrar as maiores belezas naturais da ilha: as sete lagoas - Funda, Rasa, Lomba, Negra, Comprida, Seca e Água Branca; a Rocha dos Bordões, o Pico dos Frades, os vales das Lajes e da Fajãzinha, a Pedrinha, etc.,etc.. Os vales das Lajes e da Fajãzinha são duas vistas magníficas, onde a imagem do casario sobressai do verde circundante de mil tons, numa imagem paradisíaca - inesquecível.
Essa Natureza intacta que os responsáveis das instituições da ilha sabem defender, são o património maior que o concelho preserva.
Na vila sede de concelho, concentram-se os principais serviços. O seu porto, recentemente construído é por onde entra toda a mercadoria que abastece a ilha e onde chegam aos milhares, os visitantes que no verão , em "ferry" escolhem essa via, para de uma forma mais económica descobrirem essas paragens deslumbrantes que só em sonho se podem imaginar.
A igrejas matrizes das Lajes e da Fajãzinha, bem como as restantes, ao lado dos Impérios de Espírito Santo, são peças fundamentais da arquitectura religiosa - marcas seculares dos pergaminhos do "lajense", povo trabalhador e religioso.
Com uma economia virada para a agricultura, pecuária e alguma actividade piscatória, o turismo abre-se agora como uma fonte de rendimento promissora ao lado do artesanato em franco desenvolvimento. O seu bucolismo, a música tradicional e as vivências etnográficas que se cultivam no concelho são um património incalculável da cultura popular florense.
A seguir às Lajes e sempre envolvido em trexos de paisagem cuja beleza não é possível descrever, o viandante depara-se pela esquerda e sobre o oceano, as freguesias do Lajedo, Mosteiro e Fajãzinha. Aproxima-se a Fajã Grande que estendida à sombra da vetusta rocha que choro, talvez de saudades, derrama cascatas exuberantes, ao mesmo tempo que se deixa invadir pelo oceano numa baía deslumbrante e que por essa circunstância que privilegia o seu clima a torna na Zona balnear mais procurada da Ilha.
É aqui que começa ou acaba a Europa no seu extremo mais ocidental. É logo alí do ilhéu do Monchique que ressalta das águas ainda quentes da baía, que diz a tradição se terem ouvido os galos cantar na América.
A sua urbe de características mista dum ruralismo marcante que contrata com bonitos e grandes edifícios antigos, comprovando assim que estamos num sítio onde sempre foi bom viver.
Daqui, terá escrito Pedro da Silveira( poeta de renome, natural dessa terra) acerca da Ilha e do Mundo, acerca de sonhos e de baleeiras ao largo e de Califórnias de abundância.

Mas a grande riqueza deste concelho é a simpatia do seu povo e a afabilidade do seu carácter. Experimentar essa empatia é um convite e um desafio que lhe estamos a fazer.
LAJES DAS FLORES... recomenda-se.

  Produção - Câmara Municipal das Lajes das Flores