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HISTÓRIA
- BREVES APONTAMENTOS
Excerto
de " Anais do Município (1848 de João Augusto
da Silveira - edição da Câmara Municipal
de Lajes das Flores em 1969":
"Esta
Ilha das Flores está situada em 21º59'15'' de
longitude ocidental e 39º 25' de latitude setentrional,
30 léguas ao noroeste do Faial e 3 ao sul do Corvo;
corre Norte a Sul no comprimento de 8 léguas e na largura
de 3, com 24 léguas quadradas (estas referências
não estão exactas).
Ela é limitada por altas e escarpadas rochas e o seu
nome deriva das muitas flores que cobriam seu inculto solo
quando foi apartada (ou reconhecida) na ocasião em
que foram descobertos todos os Açores por Gonçalo
Velho Cabral, Comendador da Ordem de Cristo, em 1432, que
segundo contam nossos antigos historiadores havia já
no ano anterior descoberto o baixio das Formigas; e a descoberta
se finalizou em 1460.
Esta ilha anexa com o Corvo, formou uma das Sete Capitanias
dos Açores, que o Governo deu de jure e herdada a homens
na verdade de nascimento e feitos ilustres, que com o título
de Donatários as governavam, política, militar
e juridicamente.
Ela foi visitada pelo ano de 1457 (Segundo Ernesto do Canto:
CONSIDERAÇÕES SOBRE A DESCOBERTA DAS ILHAS DAS
FLORES E DO CORVO, in ARQUIVO DOS AÇORES, Ponta Delgada,
vol.1 pag.249 a 251) admite-se que as duas ilhas mais ocidentais
dos Açores foram achadas por Diogo de Teive, escudeiro
do Infante D. Henrique e pelo piloto Pero Vasques de Fronteira
no decorrer de uma viagem aos mares do Noroeste, provavelmente
no fim do verão quando retornavam em 1452) e D. Maria
de Vilhena foi o seu primeiro Donatário (inexacto-
Frei Diogo das Chagas em "Espelho Cristalino " afirma
ter sido Fonseca Fidalgo), Seu povoador foi Guilherme da Silveira
(Willem van der Haaghe, fidalgo ou burguês da Flandres,
esteve estabelecido sete a dez anos , pelo fim de Quatrocentos
no vale da Ribeira da Cruz. Por razão que se mantém
obscura desistiu do intento povoador, retirando-se para a
Terceira (Quatro Ribeiras) ou para o Topo de S. Jorge, onde
viria a falecer. Entra 1508 e 1510 é que se dá
o povoamento definitivo das Flores e Corvo, sob a orientação
de Gomes Dias Rodovalho, sendo seu primeiro Capitão-
Mor - Antão Vaz e Ouvidor -Diogo Pimentel) que passou
ao depois à Ilha de S. Jorge e residiu na vila do Topo.
Ela foi por ordem do Governo dividida por famílias
boas, que nesta vila das Lajes principalmente edificaram suas
residências (Nenhum documento oficial ou literário
autoriza a afirmar-se que o povoamento começou pelas
Lajes, contudo a toponímia parece indicar-nos que nas
Lajes e seu termo se estabeleceram alguns dos pioneiros. Assim
a sudoeste das Lajes temos temos uma fajã de Lopo Vaz
e junto à Lomba a de Pedro Vieira. Aquele pode ser
irmão de Antão Vaz , mas também pode
ser filho ou neto homónimo... tudo nos leva a crer
que o segundo povoamento se distingue do primeiro: em vez
de se concentrarem num único lugar, os colonos avançaram
ao longo da costa, cada um ocupando com a sua gente a data
ou sesmaria que lhe coubera), aqui fazendo suas instituições
vinculares, como bem consta. Das mesmas famílias se
criou o governo civil, político e militar para o bom
regime dos primeiros povos.
INSTITUIÇÕES DAS PARÓQUIAS - A
primeira paróquia foi a instituída nesta vila,
contudo ignora-se a época, por ser muito antiga e já
não existirem livros daquele tempo; e junto à
mesma na época de 1729 se institui uma Capela filial
dedicada à Senhora das Angústias. Aquela capela
foi desmanchada e edificada de novo noutro sítio segundo
a instituição de dois estrangeiros naufragados,
D.Manuel e D. António, de nação espanhola,
e nela se celebram anualmente quatro missas de intenção.
Na época de 1747 se instituiu no lugar da Fajãzinha
uma paróquia, que por não Ter capacidade suficiente
foi desmanchada e edificada de novo, isto na época
de 1778. Na época de 1755 se edificou uma capela na
Fajã Grande dedicada a São José, sufragânea
à paróquia da Fajãzinha ; e na de 1846
se instituiu no lugar do Mosteiro uma Igreja dedicada à
Santíssima Trindade, sufragânea à mesma
paróquia.
Na época de 1698 se instituiu no lugar da Lomba uma
paróquia que já foi edificada Segunda vez.
Na época de 1781 se edificou no lugar do Lajedo uma
Capela dedicada à Senhora dos Milagres, sufragânea
à Matriz desta vila.
INSTITUIÇÃO DE VILA DAS LAJES - A descendência
generosa dos primeiros povoadores desta ilha granjeou futura
estima do Governo, que logo confiou neste lugar a instituição
da primeira Vila, denominada Lajes. Ignora-se a data do diploma
dessa instituição, pela sua antiguidade e em
razão de estarem deteriorados os livros de registo
e confusa a sua escrituração, só por
via do Governo se poderá fazer esta descoberta.
Situada em terreno plano no beira-mar virado a leste, o seu
firmamento na costa é seguro, por estar um pouco levantada
sobre rocha baixa; e o seu porto fica a nordeste com uma baía
funda chamada Calheta: bom porto de navios, o melhor da ilha,
também é o que tem melhor capacidade para um
cais que com a despesa de 250$00 se pode construir, por ser
criado pela natureza, em rocha a pique na fundura de 3 braças
na baixa-mar.
Este belo sítio, aplainando-se umas pequenas pontas.
Ou penhascos, fica ao que se pode dizer um cais dos melhores;
podendo carregar ali um navio mais de 200 moios.
Na frente deste porto existe um belo surgidouro a leste da
ilha, onde há 25 braças de fundo; é ancoradouro
de levante, em consequência de ser a costa bravia, mas
segura, nunca ali vieram navios à costa. A este sítio
vieram não faz muito, refugiar-se, debaixo de grande
tempo, duas galeras inglesas naufragadas, fazendo ali a salvação
da gente; a carga, que era sal mineral de cobre, para nada
serviu. Também na época dos antigos se construiu
ali um navio.
Em suma: contemplada esta Vila, todo o seu Departamento, pelo
Oriente ao Poente, parece que a natureza se extremou na fresquidão
dos arvoredos, na fertilidade dos campos, na amenidade dos
vales, na variedade das saborosas frutas, na cópia
e arrojo das cristalinas águas; do que tornaremos a
falar no segundo capítulo.
DESCRIÇÃO POLÍTICA - A história
desta ilha não oferece cenas sanguinolentas como a
de outras partes do Mundo Novo, porque nela não se
encontravam habitantes quando se a descobriu.
Sete casais , foram os seus povoadores, e como quer que fossem
oriundos de Portugal mostravam descenderem de honrados e pacíficos
Europeus na candidez dos seus costumes, boa harmonia da sua
vida e inteireza da sua justiça. Eles parece viveram
muitos anos sem magistrados, o clero eram os seus funcionários
quando careciam de algum instrumento público: como
ainda hoje se colige pelas instituições vinculares
do Capitão Baltazar Henriques e de sua mulher D. Bárbara
Pimentel, feitas na época de 1645.
CAPITÂES-
MORES E SARGENTOS- MORES - Este Concelho das Lajes das Flores, estando
no título da primeira Vila, foi nos tempos dos antigos cabeça
de toda a ilha, com o Corvo anexo. Nesta Vila então residia o Comando
Político e Militar, com seu Capitão-Mor e Sargento-Mor.
Até donde se alcança certa notícia o primeiro Capitão-Mor
foi Roberto Pimentel de Mesquita; 2º. -António José
de Mesquita; 3º.-Diogo António de Mesquita, e Sargentos-Mores:
1º.-José de Mesquita;2º.-Francisco Manuel Mesquita Pimentel,
filho de Diogo António de Mesquita pai do Doutor Roberto Luís
de Mesquita Pimentel , Lente da Academia Militar da Cidade de Angra(...)
;3º.-João António de Freitas Henriques, pai do ex-Administrador
do Concelho , o já falecido Estulano Agnélio de Freitas
Henriques, capitão de uma companhia de caçadores desta Vila.
COMPANHIAS DE ORDENANÇAS - a PRIMEIRA FOI CRIADA NESTA Vila,
e foi seu primeiro comandante o supradito Capitão Baltazar Henriques,
que foi substituído por seu sobrinho Capitão António
Jorge Pimente. e este por seu filho o Capitão António Furtado
Velho; este por seu sobrinho o Capitão João António
de Mendonça; este pelo Capitão Silvestre António
de Vasconcelos; este pelo Capitão José Narciso da Silveira
hoje substituto do Administrador do Concelho.
Os mouros no tempo debaixo daqueles três primeiros comandantes,
fizeram repetidas incursões nas costas desta ilha, do que se fará
menção no terceiro capítulo.
No tempo debaixo do comando do Capitão João António
de Mendonça dois fortes corsários atacaram a fortaleza desta
Vila (...).
Pelo decurso dos anos se criaram mais três companhias de ordenanças
no departamento deste concelho, a saber: Mais outra nesta Vila, comandada
pelo Capitão Alves Pimentel, em que lhe sucedeu o Capitão
João Trigueiros e depois deste o Capitão Gaspar Carneiro
Velho e o Capitão António Furtado (todos três filhos
do dito Alves Pimentel), e outros de que aqui não se faz menção,
e finalmente o Capitão Filipe António da Silveira, este
pai do substituto do Administrador do Concelho- o Capitão José
Narciso da Silveira de que já falamos; Outra companhia na freguesia
das Fajãs - seu primeiro comandante foi o Capitão Manuel
Alves, e depois deste seu genro o Capitão António Lopes
de Amorim natural da cidade de Angra, tendo alí comandado tropa
de Linha, varão de primeira família com título e
benefício de Morgado; finalmente a última na freguesia da
Lomba: o seu primeiro comandante foi o Capitão João Peixoto
da Silveira, Morgado da Vila de Santa Cruz e hoje alí Administrador
do Concelho que foi substituído pelo Capitão Caetano Furtado
de Mendonça.
Estas companhias de ordenanças eram preenchidas com seus competentes
oficiais subalternos, um ajudante, alferes, sargentos, cabos, meirinhos,
escrivães e mais tropa rasa.
As fortalezas marítimas tinham seus próprios competentes
comandantes: eles eram tenentes, que deixam de ser contemplados para não
fazer a história mais volumosa.
GOVERNO
JURÍDICO E MUNICIPAL - Os empregados no governo
jurídico e municipal antigamente foram os mesmos do
governo militar, e os seus descendentes, representantes da
sua nobreza, ainda hoje fazem parte da governação
existente; (...)
JUIZES DE FORA - Na época de 1768 foi destinado juiz
de fora nesta ilha e Corvo, com existência na Vila de
Santa Cruz, o Bacharel Francisco José de Sousa Rebelo,
varão ilustre e de raros talentos que fez a divisão
dos Concelhos, ordenou os Livros de Tombos às respectivas
Câmaras, e igualmente junto com a nobreza fez posturas
para o bom regimen destes povos.
Este foi substituído pelo Bacharel Francisco José
Gonçalves, e depois deste segue-se o Bacharel José
Ferreira dos Santos, que em Santa Cruz faleceu.
Pouco depois nos apareceu o Bacharel José Leandro da
Silva e Sousa, e depois deste o Bacharel João Carlos
Leitão, ambos naturais do Reino.
Estes dois últimos magistrados, além da sua
ilustre regeneração, foram benignos. (...)
GOVERNAÇÃO
CONSTITUICIONAL DO CONCELHO - O Augusto Supremo Governo
de Sua Majestade a Rainha, tendo já deposto as autoridades
opressoras da Liberdade dos cidadãos deste concelho,
tem aqui confiado o governo à Câmara Municipal
eleita anual e popularmente ; a qual tem o regime particular
do seu Concelho sobre a indústria agrícola,
e educação pública, e na divisão
dos direitos e impostos públicos; e que procurará
todas as comodidades, a tratar dos interesses gerais dos seus
concidadãos.
É composta de cinco membros e um secretário;
um Concelho Municipal; uma Guarda Nacional, e um Procurador
à Junta Geral do seu Distrito.
Este é o único sistema de Governo Administrativo
que pode fazer a felicidade destes bons povos. Um Administrador
do Concelho eleito por Sua Majestade Fidelíssima a
Rainha, com um Secretário, e um oficial de diligências;
um Regedor, nesta vila, com um Escrivão, e uma Escolta
de Cabos de Polícia, subordinados do Administrador
e do Regedor.
Há quatro corporações de Juntas de Paróquias
neste Concelho.
As destas Vila e Fajãs são compostas de dois
Vogais e um Presidente nato e um Secretário. Há
Juizes de Paz eleitos e seus Escrivães.
Nas freguesias da Lomba e Lajedo há Juntas Paroquiais
cada uma composta de dois Vogais e um Presidente nato e um
Escrivão.
Têm Regedores de Paróquia e Cabos de Polícia.
Há neste Concelho um Ouvidor Eclesiástico e
dois Escrivães. Há um Mestre de ensino primário.
Os povos em geral das aldeias da Lomba e Lajedo são
sujeitos aos Juizes de Paz e eleitos desta Vila; e geralmente
todo o Concelho é sujeito ao Juiz de Direito e Orfãos
da Vila de Santa Cruz, em distância dos lugares deste
Concelho mais de três ou quatro léguas, assim
sofrendo os habitantes grandes fadigas nos seus transportes,
pelas escabrosas estradas e caudalosas ribeiras que as cruzam.
HOMENS
NOTÁVEIS - Todos aqueles que pelas suas nobres
e valorosas acções e pelas suas produções
literárias ou científicas, honram sua Nação
tem um direito para que a posteridade lhes reconheça
os merecimentos; e é por memória dos feitos
ilustres dos seus filhos que as Pátrias representam
o seu valor e imortal glória.
Não é possível seguirmos aos nossos ilustres
compatriotas em toda a sua carreira, por nos faltarem as notícias
e as que se puderam arranjar não custaram pequeno trabalho.
(...)
FRANCISCO
MANUEL DE MESQUITA PIMENTEL, natural desta Vila onde ocupou
o cargo de Sargento-Mor, tomou ao depois, na sua briosa carreira,
título de primeiro Governador Militar na Cidade de
Ponta Delgada da Ilha de S. Miguel na época de 1790,
subindo deste grau a Coronel Mestre de Campo dos Açores.
ROBERTO
LUÍS DE MESQUITA PIMENTEL foi filho deste e de
sua mulher Mariana de Mesquita Pimentel, pessoas de mui qualificada
nobreza e de mui regular e honesto procedimento. Nasceu ao
que supomos nesta Vila de Lajes das Flores, que assim será
seu berço. Na sua infância foi mandado a Coimbra
onde deu as mais decisivas provas de vastidão de talento.
A inclinação que logo mostrou para os estudos
filosóficos lhe mereceu o maior cuidado, e as Matemáticas,
como ciência, que leva suas mais sérias aplicações;
tudo para satisfazer aos discretos desejos de seus pais, que
bem tinham cuidado de espreitar a inclinação
do filho, aperfeiçoando com boa educação
as excelentes qualidades dele, prelúdios do que veio
a ser.
O bom nome que o Doutor Roberto tinha adquirido naquela Academia
de Coimbra, fruto de aplicação assídua
às Matemáticas, pela leitura dos melhores tratados
dela, atraiu a Cidade de Angra, onde foi elevado a Mestre
da Academia Militar, ali ensinando além de matemática,
fortificação, artilharia e desenho, com o título
de Primeiro-Tenente de Artilharia, as quais ciências
bem leu por muitos anos nesta Capital dos Açores.
PADRE
JOSÉ ANTÓNIO DE CAMÕES, exposto na
Fajã Grande, favorecido da fortuna no tempo da sua
infância, seguiu a carreira das letras, ordenando-se
sacerdote na Cidade de Angra. Aplicou o seu zelo à
pregação evangélica e em breve se fez
um dos maiores oradores do seu século. O Doutor João
Cabral (João Cabral de Melo , bacharel em Direito,
angrense. Advogado e notável poeta pré-romântico)
na Cidade de Angra, ao ouvi-lo uma vez pregar fez ao Padre
Camões um grande elogio.
O Padre Camões que aspirava o serviço da Nação
e o bem estar destes habitantes, foi naquele tempo um homem
sábio, grande em Direito Civil e na Poesia.
Foi Vigário na Paróquia de Ponta Delgada e Ouvidor
Eclesiástico.
Para dar novo alento ao seu espírito inclinado às
Letras que tanto contribuiram para a felicidade do homem,
abriu nesta ilha uma aula de Latim, na qual bastante se ilustraram
os mancebos seus discípulos.
Compôs o Padre Camões algumas obras de poesia
dedicadas ao século daquele tempo, obras essas que
não saíram à luz pública por padecerem
de maus conceitos e outros defeitos em que foram arguidos
alguns eclesiásticos. Mas estes defeitos, se não
eram mais próprios do tempo do que do Poeta, acham~se
resgatados nalguns lugares com dons admiráveis de espírito
de imaginação e de empenho, e por isso Camôes
deve merecer a indulgência com que muitos sábios
desculpam tais defeitos (Refere-se a "O TESTAMENTO DE
D. BURRO" e " PECADOS MORTAIS").
Faleceu em 1835 no mais deplorável estado de pobreza
porquanto os seus negócios eram dedicados a obras pias
e à conservação de uma grande livraria,
que abastou a maior parte da ilha.
PADRE
FREI FRANCISCO ANTÓNIO DO CÉU, nasceu nas
Flores, foi dos que mais enobreceu a sua Pátria pela
prática de suas exemplares virtudes. No tempo da sua
infância alistou-se na Ordem dos Menores nesta Província
de S. João Evangelista, cuja profissão abraçou
no Convento de Angra. Um dos mais insignes pregadores do seu
tempo; seis anos guardião, com outros tantos de Provinçial
, ocupou a Cadeira de Filosofia também por espaço
de seis anos e foi primeiro lente de Teologia durante trinta
e outros tantos esteve como examinador sinodal. Compôs
folhetos em Teologia Dogmática os quais se conservavam
na Biblioteca da Província. Finalmente fez quinze actos
públicos (vulgo sabatinas).
Morreu a 5 de Novembro de 1823; jaz no seu Convento de Santo
António em Angra. |